ARBL Equipas Open - Sessão 6

Como lidar com monstros



Análise Classificação

Na última terça-feira fui confrontado com verdadeiros "monstros" distribucionais. Na primeira parte estive em Este e na segunda parte em Sul.

O encontro mal tinha começado. Estranhei a presença de um ser pesado e com aspecto algo horrendo nas minhas mãos, mas não lhe liguei grande importância, por achar que era pacífico:



MÃO 2



Resolvi passar e não tardou muito que me viesse a arrepender, pois a minha parceira (Helena Felgas) abriu em 1ST e agora é que cai em mim, senti o quão pesado e feroz que era este "bicho". Nesse momento estava sem grandes soluções para dar a entender à minha parceira que, depois de ter passado, tinha uma mão que valia um convite de cheleme! Optei por um leilão algo tímido, em que transferi para copas e de seguida saltei para 4, alimentado pela esperança de que a minha parceira pudesse ter muitos valores a paus. Com efeito, e mesmo com o Rei de ouros mal colocado o cheleme era imparável. Em silêncio, não me contentava com a forma displicente com que havia tratado tão colossal criatura. Se tivesse aberto em 1 tudo teria sido bem mais simples e o cheleme não nos teria escapado.

Não tardou muito a que aparecesse um familiar próximo, o tio talvez, com o intuito de me pedir explicações sobre a forma como tinha tratado o seu sobrinho.



MãO 5



Desta vez abri em 1, sabendo que nas voltas seguintes iria marcar copas as vezes que fossem necessárias, assegurando que o contrato final seria jogado num dos naipes deste "tio" atencioso. O leilão seguiu:





Um excelente contrato que depende de pouco mais do que uma distribuição 4-2 dos trunfos. Na realidade os ouros estavam 5-0 mas a defesa não foi a melhor e partida foi cumprida.

Pouco tempo depois, apareceu outro e de grande porte, porém não nas minhas mãos mas nas de um dos meus adversários. Cheguei a pensar que pela falta de consideração que tinha tido perante o "benjamim" da família me haviam abandonado.



MÃO 10



Depois do seguinte leilão dos adversários:





A saída foi ao Rei. Qual Tiranossaurus Rex, uma tal exuberância que ofuscava qualquer um. Este era sem dúvida um dos maiores monstros que tinha visto até hoje. 1 com um monstro destes? Nem pensar! É um total desrespeito. O resultado final foi um cabide... Estas criaturas não perdoam!

Depois do intervalo, e logo de rompante eis que outra criatura bestial surge, desta vez nas mãos do adversário à minha direita. O leilão, a quatro:





A voz de 2 mostra um bicolor rico. O resultado? Contrato cumprido dobrado, nada de inaudito. Ora, agora não fora só um a deixar escapar o "bicho", foram os dois adversários! O duplo fit é o seu alimento preferido e o sonegaram! (Mão nº16).

Foi com grande satisfação que recebi mais um membro da família jurássica, estaria perdoado? Apercebi-me que este era mais gélido do que os anteriores, pois não tinha coração, entenda-se copas (pensei até que as mãos anteriores teriam sido preparadas de propósito para o dia de São Valentim).

MÃO 18



Abri em 1 e, como já seria de esperar, a parceira respondeu 2. Como já tinha aprendido a lição, continuei com 3 fazendo justiça ao arcaboiço desta criatura brutal. A minha parceira teve a inspiração de me devolver o leilão com a voz de 3. O estado de agitação da criatura era quase insustentável. Avancei com 4 e ouvi 4, que refreou de certa forma os ânimos. Apesar disso, e para que o "bicho" não se desprendesse, perguntei 4ST e da resposta pude depreender que a parceira tinha 3 cartas chave. Marquei 6 ao qual a minha parceira passou. Em segundos, o cheleme estava cumprido. Percebia-se, no meio das feições grotescas da criatura, uma expressão enorme de felicidade. Tinha sido perdoado e aceite por toda a família...

Cuidados a ter em linha de conta quando se deparar com um monstro:
   - Não o ignore;
   - Trate-o com muita dedicação e carinho;
   - Não o deixe na primeira oportunidade, dê-lhe muito colo

João Fanha

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