DEFESAS CONTRA 1ST
selecção de diversas convenções

As intervenções sobre as aberturas de 1ST, como sobre qualquer outra abertura precisa, são mais perigosas que as intervenções sobre aberturas imprecisas, em naipe, uma vez que, no primeiro caso, o respondente tem uma rápida avaliação da força do campo. Assim sendo, as intervenções sobre as aberturas de 1ST estão orientadas para mostrar mãos com valores distribucionais.
Com um número significativo de jogadores a aderirem à abertura de 1ST fraco - 12/14 pontos - o que fez aumentar a frequência desta abertura, mais importante se torna adoptar uma das muitas convenções existentes. De forma resumida, apresentamos, no quadro seguinte, algumas das mais populares.
Do vasto leque de convenções existentes, o quadro seguinte mostra, de forma resumida, algumas das mais populares.

1ST - ?

DONT

DONT
(1)

DONT (2)

CAPELLETTI

MULTILANDY

BROZEL

ASTRO

WOOLSEY
 GRANO ASTRO
Dbl Unic.ind.  Unic.ind.

 §+¨
ou
+ª
15+, bal 15+, bal Uni.ind.   15+, bal  5§/¨+4rico  ª+outro 
2§ §+outro §+/ª

§+/ª
 Uni.ind. +ª §+ +outro  +ª §+
2¨ ¨+/ª  ¨+/ª

 ¨+/ª
+ª /ª  ¨+  ª+outro /ª ¨+
2  +ª +ª

 
+§/¨ +§/¨ +ª +§/¨ Natural
2ª ª fraco  ª

ª
§  ª+§/¨ ª+§/¨ ª  ª+§/¨  Natural
2NT §+¨ 

§+¨ 
 §+¨ §+¨  §+¨       §+¨
3§       PRE PRE        
3¨       PRE PRE        
3       PRE PRE        
3ª       PRE PRE        

Os esquemas propostos aplicam-se a todas as aberturas de 1ST, independentemente da força, seja após a abertura, seja em posição de reabertura. Os pontos nestas situações têm pouca importância. As condições para a utilização de qualquer das convenções apresentadas são: a distribuição, a vulnerabilidade e, mais importante que tudo o resto, o bom senso.
Uma nota para as intervenções em dobre sobre as aberturas de 1ST. No caso de aberturas em 1ST fraco, existe alguma tendência para fazer equivaler a força do dobre à força da abertura, isto é, alguns jogadores decidem dobrar para mostrar uma mão de força e distribuição equivalente. Trata-se, em minha opinião, de um erro grave. Na maioria das situações as duas linhas possuem forças equilibradas (20-20; 21-19; 22-18). Tratando-se de mãos balançadas, o campo defensivo parte em vantagem, uma vez que tem a seu favor o timing da saída, quase sempre decisivo.
No caso das aberturas 15-17, também sou de opinião que pouco se tem a ganhar com o DBL, com significado de punitivo, embora este seja o esquema de algumas das convenções apresentadas. Lembra-se da última vez em que o seu adversário abriu em 1ST e o leilão seguiu em dobre - passe - passe e o resultado foi bom para a sua linha? Quer isto dizer que nem a frequência é suficiente para justificar a utilização deste tipo de dobre e, mesmo quando tal acontece, na maioria das vezes construimos um resultado desfavorável para a nossa linha.

Será, desta forma, útil que discuta esta questão com o seu parceiro. Aliás, das convenções apresentadas, apenas em 3 casos o dobre mostra uma mão balançada de força igual à abertura do adversário. Deixo-os com duas pistas, entre tantas outras possíveis, para tratar esta sequência:

1) Se o dobre mostrar uma mão balançada, a força deve estar situada na zona de força superior ao da abertura: se o 1ST adversário for 11-14, o dobre deve poder mostrar uma mão de 15+. Se o 1ST for 15-17, o dobre deve mostrar uma força de 17+.

2) O meu esquema preferido é o de dobrar com mãos de 15+ quando o ST adversário é de 11-14 e de utilizar a convenção Woolsey (5+ cartas pobre e 4 cartas num naipe rico) para o caso das aberturas em ST 15-17 (apenas no que respeita à voz de dobre).

Se adoptar esta última sugestão, os desenvolvimentos após o dobre são:

1ST - Dbl - Passe - ?

2§ - Passa ou corrige. Para jogar no naipe pobre do parceiro
2¨ - Pretende jogar no naipe rico do parceiro.

Qualquer outra voz é natural.

E, já agora, quando o nosso parceiro abre em 1ST e o adversário dobra (15+)? Tem a certeza que tem os desenvolvimentos bem combinados?

O que é o redobre? E as sequências de Stayman ou transfer? Sofrem ou não alterações?