
Comunicado da Escola de Bridge
A PROPÓSITO DO CURSO DE ÁRBITROS DE CLUBE
No passado dia 17 de Julho a Escola de Bridge promoveu mais um curso de formação de árbitros de clube, em que participaram 12 praticantes licenciados na FPB por diversos clubes.
A organização desta acção de formação seguiu todos os trâmites processuais de acções idênticas realizadas no passado, a saber:
1- Foi atempadamente comunicado ao Conselho de Arbitragem a disponibilidade para realizar a referida acção, ao mesmo tempo que lhe foi fornecido o respectivo programa.
2- Não obtivémos qualquer resposta por parte do CA pelo que, dias antes da data agendada, voltámos a enviar um e-mail para o CA lembrando a realização do curso e convidando o seu Presidente para estar presente.
Estes procedimentos foram os que sempre seguimos no passado, nas diversas acções semelhantes que já desenvolvemos.
No final do curso, foi enviado o respectivo relatório para a ARBL, uma vez que, entretanto, nos foi comunicado o pedido de demissão do CA, pedido esse posterior à comunicação referida no ponto 1).
O processo arrastou-se e fomos agora surpreendidos por um comunicado do Conselho Técnico da FPB (com competências para substituir o CA demissionário) em que se decide não homologar a referida formação.
No meio de toda a argumentação do CT ressaltam várias evidências. Assim:
1- O CT tomou uma decisão baseada numa visão incompleta e distorcida dos factos, uma vez que classifica como quase clandestina a acção da Escola de Bridge o que não é, de todo, verdade. A acção foi, como já dissemos, devidamente comunicada ao CA ainda em pleno exercício e ao CA competia levantar as questões que entendesse por pertinentes, o que não fez.
2- O CT ignorou, deliberadamente ou não, o que eram os procedimentos seguidos ao longo de anos, para estas situações. De tal forma assim é que os árbitros actualmente em actividade nas provas federativas, Álvaro Chaves Rosa, Casimiro Talhinhas e João Fanha sairam, todos eles, de uma acção idêntica da Escola de Bridge, que seguiu os mesmos procedimentos e cujo programa de formação foi, em tudo idêntico, ao que agora vigorou.
3- Sobre as declarações do CT relativamente ao conteúdo programático do curso, que considera insuficiente e deixando de parte a análise de competências técnicas para se produzirem semelhantes afirmações, estranha-se ainda mais o facto de o monitor deste curso ter dado um outro organizado pelo CA com a colaboração da ARBL, com o mesmo conteúdo programático e que o mesmo tenha sido então validado pelos órgãos competentes. Convirá dizer que era a mesma Direcção da FPB de hoje e o mesmo CT.
4- O que mudou de então para cá? Os procedimentos? Se foram alterados, quando e como foram divulgadas essas alterações? O grau de exigência técnica para dirigir provas de clubes? Bem, nesse caso convirá informar quem de direito que existem provas de clubes, homologadas pela FPB a serem dirigidas por praticantes que nem árbitros são. Onde fica então a fronteira da exigência?
5- Para a actividade da Escola de Bridge, a não homologação desta acção de formação não é importante. Ao pretender-se atingir a EB mais não se conseguiu que causar evidentes prejuízos aos participantes no curso, defraudando as suas expectativas.
6- Mais ainda, os evidentes prejuízos que esta decisão veio criar ao bridge, a debater-se, como é do conhecimento geral, com graves problemas no sector da arbitragem.
7- No final do seu comunicado, o CT afirma que esta acção precisará de ser complementada. Reconhecendo ao CT todo o direito de emitir as opiniões que entender, não será, seguramente, a Escola de Bridge a desenvolver a referida acção complementar. Porque, no nosso entender, o conteúdo do curso foi suficiente para que os participantes pudessem, nos seus clubes, dar início à sua actividade na arbitragem. Estão, em nosso entender, aptos para a função.
8- Um árbitro de clube não é (ainda) um técnico de arbitragem. Nem é suposto que o seja de imediato. Até porque muitos destes árbitros mais não querem que organizar umas provas de bridge nos seus clubes. Saber ler o código, quando necessário, saber montar um torneio em função do número de participantes, saber utilizar os meios informáticos para produzir os resultados da prova é tudo quanto se exige, em competência técnica, a um árbitro de clube. Para tudo o mais, o árbitro de clube é um agente promotor do clube onde arbitra.
9- A decisão do CT nada acrescenta ao encontrar de soluções para os problemas, antes aumenta a sua gravidade, o que lamentamos.
10- O processo seguirá agora a via institucional competente para o julgar. Pela nossa parte estamos tranquilos, conscientes que cumprimos os objectivos a que nos propusémos desde sempre - contribuir para o desenvolvimento da modalidade, emprestando-lhe os conhecimentos adquiridos ao longo de quase 30 anos nestas andanças.
9 de Setembro de 2011
Pela Escola de Bridge
Luís Oliveira
Parcerias
A Escola de Bridge mantém parcerias com as seguintes entidades e clubes:
- Clube Bridge4Fun
Nova acção de formação a ter início dia 9 de Janeiro de 2012. Carteio e flanco e avaliação dinâmica de mãos serão os temas a desenvolver neste módulo. Aulas às 2ª feiras nas instalações do CPB. Inscrições abertas.
- Grupo Desportivo do Banco de Portugal
A decorrer uma acção de iniciação para funcionários e familiares da Instituição, com a participação de 12 alunos. Funciona ainda uma acção de apoio à competição (área de aperfeiçoamento)
- Clube Bridge dos Engenheiros
Em análise futuras acções de formação a organizar em parceria com o CBE
- Serviços Sociais da Caixa Geral Depósitos
Curso de Aperfeiçoamento a decorrer para funcionários da CGD e familiares. Em preparação um novo curso de iniciação.
- Núcleo de Bridge do CEAS
A Escola de Bridge estabeleceu um protocolo de colaboração com o novo clube de bridge. Para além da acção de formação de árbitros de clube, já efectuada, está programado um curso de formação e acompanhamento de monitores, que terá início em Setembro de 2011.
- ISCTE
A Escola de Bridge estabeleceu um protocolo de colaboração com o ISCTE, estando concluído um plano de formação de praticantes a começar em Janeiro de 2012
Notícias
O site da Escola de Bridge está a ser reformulado. Para além de uma alteração radical de conteúdos, vamos ter bastantes novidades em termos de interactividade. Assim, os frequentadores das acções de formação promovidas pela Escola vão ter acesso aos manuais fornecidos nos cursos, com a possibilidade de colocarem questões online, através do Consultório de Bridge.
Para os restantes visitantes da página será facilitado o acesso ao Consultório de Bridge, mediante registo prévio online.
Pretendemos, deste modo, criar um espaço de discussão de todas as questões técnicas que nos queiram submeter. O seu enriquecimento irá depender, em grande parte, do contributo dos utilizadores.
O que pode encontrar nesta página
- Um manual de iniciação ao bridge, de acesso livre
- A história do bridge: uma viagem às origens deste jogo fascinante, a história dos seus campeonatos e uma colectânea única de dados sobre o bridge em Portugal
- Artigos técnicos - Apresentação e análise de convenções
- Programas dos diferentes cursos da Escola e apresentação dos nossos monitores
- Notícias de iniciativas e torneios de formação - Manuais de apoio às acções de formação (apenas acessíveis a frequentadores dos cursos)
Registe-se
Se é aluno da Escola de Bridge apenas com um registo terá acesso aos manuais dos cursos e ao Consultório de Bridge. No caso de ser apenas visitante, esperamos que assíduo e interveniente, o registo dá-lhe acesso ao Consultório de Bridge.
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