Na passada terça-feira, no nosso encontro, não aconteceram situações particularmente interessantes ou espectaculares.
Ressalto, no entanto, duas situações, uma de flanco outra de leilão, sobre as quais se poderá fazer alguma pedagogia.
MÃO 17
Os nossos adversários foram os únicos a jogar o contrato de 3ST, apesar de terem um fit de oito cartas a Espadas. O leilão foi:
O meu parceiro saiu naturalmente ao 5 de Copas.
Repare-se agora o papel que a deve ter a concentração quando se está de flanco.
O declarante fez a vaza com o Ás de Copas e, sem pensar um segundo jogou um Ouro. Felizmente, o Álvaro estava atento. Entrou imediatamente com o Ás e atacou Paus. Resultado: dois cabides.
MãO 24
Em 26 pares, apenas 8 encontraram o fit a Espadas e apenas 4 marcaram 4 Espadas. Qual o tratamento que deve ser dado à mão de Norte?
No provável leilão:
qual o tratamento que deve ser dado à mão de Norte?
Penso que o motivo pelo qual o fit a Espadas não apareceu ficou a dever-se à marcação de 2ST por Norte, com o objectivo de se marcar uma mão de 18-19 com defesa a Paus. Eu próprio cometi este erro, mas, pensando melhor, acho que a marcação adequada teria sido um novo "dobro", mais ambíguo em termos da força, mas mais claro relativamente à existência de Espadas. Se o tivesse feito, provavelmente o leilão teria sido:
já que a voz voluntária de 1 Copa do meu parceiro tinha colocado a mão numa zona de força que me permitiria marcar a partida. A saída, mais do que natural, ao Rei de Paus, permite cumprir o contrato.
mão completa:
Inocêncio Araújo
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