Abrir ou não abrir

Lista das questões colocadasAbrir ou não abrir
Luis Oliveira Staff asked 5 years ago

Vou dar o pontapé de saída neste fórum colocando uma questão que, numa altura em que o bridge é cada vez mais agressivo em termos de leilão, pretende elencar os critérios individuais para decidir abrir ou não abrir em jogos de fronteira e, se quiserem estender um pouco mais a questão, para intervir no leilão adversário ou estabelecer a fronteira entre aberturas normais de nível 1 em naipe ou aberturas nas diferentes variantes em 2 forte.

47 Answers
Victor Ferreira answered 5 years ago

Olá. Eu nas aberturas limites costuno seguir e não me tenho dado nal a regra dos 20 para aberturas em 1ª e 2ª  posições. a regra dos 15 para aberturas em 4ª e selvagem nas aberturas em 3ª. Tanto em 1ª como 2ª tento abrir apenas se tiver 2 vazas de jogo, sob pena de induzir em erro o meu parceiro que deverá contar com 2 vazas por parte do abridor. Quanto a aberturas em 2 forte (ricos) e em 2 paus Albarran tenho algumas dúvidas nomeadamente em relação ao que estabelecem as normas internacionais. Assim, sendo a abertura em 2 forte uma mão de 4/5 perdentes e a abertura em 2P Albarran uma mão de 3 perdentes ou menos como se deveriam abrir as seguintes mãos: E-ADxxxxx;C-xxxxxx e esta E-ARDVxxxxxx; C-x;O-x;P-x? Será lícito abrir a 1ª em 2E forte e a 2ª em 2P Albarran? Reparem que quanto à 1ª se o parceiro tiver E-xx e C-Axx sem mais nada,num dia bom se podem ganhar 6E!!!

Rafael Sacramento answered 5 years ago

Na perspectiva de aberturas light tenho alguns critérios que me parecem razoáveis para se decidir abrir ou não com 11 H:

  • Não estar vulnerável
  • Ter um naipe 5º
  • Ter um rebide aceitável

Deixo as mãos 4441, 4333 e 4432 de fora; estas duas úiltimas podem ser abertas por aqueles que abraçaram o sem trunfo fraco 11-14.
Na minha opinião a partir dos 12 H é de se abrir sempre, vulnerável ou não, qualquer que seja a distribuição.
Claro que existirão sempre excepções: a mão A (ver abaixo) pode ser vista como um monte de lixo, enquanto que a mão B merece claramente uma abertura ao nível de um

Mão A
RJ
D52
J632
RD63

Mão B
AD10864
A1097
62
5

Cristina pouseiro answered 5 years ago

Já vi passarem com mão de 12 pontos mas que não gostaram distribuição, o k me fez enganar na posição de cartas chaves.
já vi adversários abrirem em 2 ouros multi com 0 a 3 pontos, k me estragou leilão.
Penso k a tendência será as aberturas serem cada vez menos conservadoras e cada vez mais terroristas. 

Rafael Sacramento answered 5 years ago

Quanto à tua 2ª nota – abertura em multi 0-3 pts, há que estar sempre de sobreaviso e interrogar os adversários acerca do nº mínimo de cartas do rico e também a partir de quantos pontos de figura é dada a voz

Luis Oliveira Staff answered 5 years ago

Os meus critérios para abrir obedecem a 4 parâmetros:
1 – Força (mãos com 12+ pontos são abertura com muito poucas e honrosas excepções como, por exemplo, 4-3-3-3 com 3 dos 12 pontos com 1 Dama e 1 Valete isolados em dois dos naipes).
2 – 7 ou menos perdentes (contagem pelo método LTC)
3 – 2 vazas com potencial defensivo
4 – Medidas desesperadas para tentar salvar um torneio desgraçado.

Dos 3 primeiros critérios abro sempre que se verifiquem pelo menos 2 deles. O 4º critério vive por si próprio.
As aberturas em 3ª posição não obedecem a nenhum critério “científico” pelo que, muitas vezes, pretendem apenas perturbar o nº4

As aberturas em 4ª posição obedecem ao critério do Don Pearson (Pearson points ou regra dos 15) e as aberturas em naipe ao nível 2 ou 3 são aberturas reais.

Quanto às intervenções a regra é:
Sempre que possas perturbar o leilão adversário, marca. Uma regra que não segui no último torneio de equipas que joguei e em que vulnerável me saiu a seguinte mão:
x
Dxxxxxx
1098xxx
x
À minha direita abriram em 1E e eu passei!!! (grande mariquice!)
A mão ideal para entrar no bicolor, isto é, boa distribuição e pontos concentrados nos naipes do bicolor. 
O resultado foi um desastre: os adversários marcaram 6E que só se perdem se o meu parceiro descobrir a saída a copas com Rx. Não seguir as nossas próprias convicções é o que dá.

O bridge está cada vez mais competitivo e as regras do bridge clássico a serem substituídas por decisões de risco elevado. Podemos não gostar, mas temos de nos habituar se quisermos jogar com as mesmas armas dos nossos adversários.

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